Polícia prende em Goiânia investigado por homicídio ocorrido em Gramame, em João Pessoa

Ingrid Norsten
Ingrid Norsten

Homem é investigado pela morte de Lucas Yago Franca Rocha, assassinado em março após ser retirado de seu apartamento no bairro de Gramame.

A Polícia Civil da Paraíba prendeu nesta segunda-feira (25), em Goiânia (GO), um homem investigado por participação no homicídio qualificado de Lucas Yago Franca Rocha, ocorrido em março, no bairro de Gramame, em João Pessoa. A prisão foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital (DHPP-JP), com apoio da Unidade de Inteligência da Polícia Civil da Paraíba (Unintelpol) e da Delegacia de Homicídios de Goiânia, da Polícia Civil de Goiás. Segundo as investigações, o suspeito teria iniciado ameaças contra Lucas e sua companheira depois de um desentendimento relacionado ao pagamento de um lanche. O caso ganhou novo capítulo nesta terça-feira (25), com a localização do investigado fora da Paraíba. (ClickPB)

Como aconteceu o crime investigado pela polícia em Gramame?

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, o caso teve início após um desentendimento entre o investigado e a vítima envolvendo o pagamento de um lanche. Conforme a apuração policial, o homem teria feito ameaças contra Lucas e sua companheira e afirmado que levaria o casal até uma comunidade para receber uma espécie de “disciplina”. Dias depois, na noite de 20 de março de 2026, um grupo de criminosos teria invadido o apartamento onde Lucas estava com a companheira e a filha. As vítimas foram rendidas dentro da residência, enquanto Lucas foi retirado do imóvel e levado para uma área de mata localizada nas proximidades do condomínio. (ON)

Posteriormente, o corpo de Lucas foi localizado em uma área de mata no bairro de Gramame, apresentando sinais de violência e ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. A vítima era natural de Caruaru, em Pernambuco, e havia se mudado para João Pessoa cerca de dois meses antes do crime acompanhado da companheira, com quem pretendia empreender na capital paraibana. A investigação passou então a buscar não apenas a identificação de quem executou o homicídio, mas também a reconstrução de toda a dinâmica da invasão ao imóvel e da retirada da vítima. Para os investigadores, entender o papel individual de cada suspeito é uma etapa importante para esclarecer como a ação foi organizada e quais pessoas participaram direta ou indiretamente do crime. (ClickPB)

O que a nova prisão revela sobre a investigação?

A prisão realizada em Goiânia representa mais uma etapa de uma investigação que já havia produzido outras medidas judiciais. Na semana passada, em 20 de agosto, a DHPP da Capital havia prendido outro homem investigado pelo mesmo homicídio. Conforme os elementos reunidos pelos investigadores, esse suspeito teria auxiliado na entrada dos envolvidos no condomínio e permanecido no apartamento com a companheira e a filha de Lucas enquanto a vítima era retirada do local. Uma mulher também foi presa anteriormente, sendo investigada por supostamente facilitar o acesso dos criminosos ao apartamento da vítima. (ON)

A nova prisão ocorreu em outro estado e contou com a cooperação entre as forças policiais da Paraíba e de Goiás. Segundo a Polícia Civil, o investigado trabalhava como entregador e os elementos obtidos durante a investigação apontaram sua possível participação na ação criminosa. A atuação conjunta entre as unidades especializadas permitiu localizar o suspeito em Goiânia e cumprir a medida judicial, mesmo com ele estando distante do local onde o homicídio aconteceu. A operação também mostra como investigações de crimes graves podem avançar por meio do trabalho de inteligência e da integração entre diferentes órgãos de segurança, especialmente quando pessoas procuradas são encontradas fora do estado onde o crime foi cometido. (ClickPB)

Polícia ainda procura esclarecer toda a dinâmica do homicídio

Apesar das prisões já realizadas, a investigação ainda não terminou. A Polícia Civil informou que as diligências continuam com o objetivo de esclarecer integralmente a dinâmica do homicídio, identificar todos os envolvidos e definir a responsabilidade de cada um na ação. Esse trabalho envolve a análise dos elementos reunidos ao longo do inquérito e a busca por informações capazes de explicar como o grupo chegou ao apartamento, como Lucas foi retirado do local e quais circunstâncias levaram à sua morte. A corporação também pretende avançar na identificação de eventuais coautores e partícipes que ainda não tenham sido alcançados pelas medidas policiais. (ON)

O caso também chama atenção pelo intervalo entre o crime e as prisões realizadas durante a investigação. Lucas foi morto em março, mas novas medidas continuam sendo adotadas meses depois, indicando que a apuração permanece ativa e pode produzir outros desdobramentos. Para a família, cada avanço representa uma etapa na busca por respostas sobre o que aconteceu, embora a definição de responsabilidades dependa do andamento do inquérito e das decisões da Justiça. Até o momento, as pessoas citadas no caso são tratadas como investigadas, e a responsabilização criminal dependerá da análise judicial das provas e dos demais elementos reunidos pelas autoridades. (ClickPB)

A prisão realizada em Goiânia acrescenta um novo capítulo ao caso que começou com o assassinato de Lucas Yago Franca Rocha, em Gramame. A atuação conjunta das polícias da Paraíba e de Goiás permitiu localizar um dos investigados fora do estado e cumprir a medida judicial nesta segunda-feira (25). Ao mesmo tempo, a investigação continua aberta para esclarecer todos os detalhes do crime e identificar os demais participantes. Para João Pessoa, o caso reforça a importância do trabalho de inteligência e da integração entre forças de segurança na apuração de homicídios complexos. Enquanto novas diligências são realizadas, os envolvidos permanecem sujeitos às decisões da Justiça e ao andamento do processo investigativo. (ClickPB)

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