Elmar Juan Passos Varjão Bomfim integra uma reflexão técnica cada vez mais presente na engenharia de infraestrutura pública, a recuperação estrutural de ativos que atingiram níveis avançados de degradação ao longo do tempo. Pontes, viadutos, passarelas e edificações públicas envelhecidas acumulam falhas decorrentes de sobrecarga, uso contínuo e manutenção insuficiente, o que exige intervenções cuidadosamente planejadas. Nesses contextos, a engenharia passa a lidar com limites claros entre preservação, reforço e substituição, sempre considerando segurança, desempenho e custo ao longo do ciclo de vida.
A recuperação estrutural não se resume à correção pontual de danos aparentes. Trata-se de um processo técnico que envolve leitura aprofundada do comportamento estrutural, identificação das causas da degradação e definição de soluções compatíveis com o uso futuro do ativo. Cada decisão tomada nessa etapa influencia diretamente a vida útil remanescente e a previsibilidade da infraestrutura recuperada.
Diagnóstico técnico e identificação das causas da degradação
O ponto de partida de qualquer recuperação estrutural consistente está no diagnóstico técnico detalhado. Fissuras, corrosão de armaduras, deformações excessivas e perda de capacidade resistente são manifestações visíveis de processos que atuam de forma progressiva. A engenharia precisa ir além da inspeção visual, recorrendo a ensaios, monitoramentos e análises estruturais capazes de revelar o real estado do ativo.
Nesse contexto, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim considera que identificar as causas da degradação é tão relevante quanto medir sua extensão. Intervenções que tratam apenas os sintomas tendem a apresentar desempenho limitado no médio prazo. Ao compreender os mecanismos que levaram à perda de desempenho, a engenharia consegue definir soluções mais coerentes, reduzindo a recorrência de patologias e ampliando a durabilidade das estruturas recuperadas.
Decisão entre reforço estrutural e substituição parcial
Após o diagnóstico, a engenharia enfrenta uma das decisões mais sensíveis do processo, optar pelo reforço da estrutura existente ou pela substituição parcial de elementos comprometidos. Essa escolha envolve critérios técnicos, econômicos e operacionais, pois estruturas que ainda apresentam capacidade residual significativa podem ser recuperadas com reforços localizados, prolongando sua vida útil e reduzindo custos imediatos.
Segundo a análise técnica de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, essa decisão precisa considerar não apenas o estado atual da estrutura, mas também as exigências futuras de uso e manutenção. Em alguns casos, insistir na preservação integral pode gerar custos elevados e limitar a segurança operacional. Avaliar esses limites de forma objetiva permite à engenharia adotar soluções equilibradas, alinhando desempenho estrutural e viabilidade econômica ao longo do tempo.

Técnicas de recuperação e compatibilidade estrutural
A aplicação de técnicas de recuperação estrutural exige compatibilidade entre os materiais existentes e as soluções adotadas. Concretos de reparo, sistemas de protensão adicional, reforços metálicos ou compósitos precisam trabalhar de forma integrada com a estrutura original para garantir desempenho adequado. A engenharia atua ajustando essas técnicas às condições específicas de cada ativo, evitando incompatibilidades que possam acelerar novos processos de degradação.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim esclarece que escolhas inadequadas, ainda que tecnicamente viáveis em teoria, podem gerar concentrações de esforços e falhas prematuras quando aplicadas sem o devido controle. Por isso, a recuperação estrutural demanda precisão técnica, execução rigorosa e acompanhamento contínuo após a intervenção, assegurando que o reforço cumpra sua função ao longo do tempo.
Recuperação estrutural, segurança e gestão pública de longo prazo
Ativos públicos degradados representam riscos estruturais e operacionais relevantes, além de impactos institucionais associados a interdições emergenciais e restrições de uso. A engenharia passa a atuar como instrumento de mitigação desses riscos, oferecendo soluções que restabelecem segurança, funcionalidade e previsibilidade. Intervenções planejadas reduzem a necessidade de respostas emergenciais e permitem melhor alocação de recursos públicos.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim conclui que tratar a recuperação estrutural como estratégia permanente fortalece a gestão pública e preserva investimentos ao longo do tempo. Programas contínuos de inspeção, manutenção e reforço ampliam a resiliência das infraestruturas existentes, garantindo que ativos essenciais continuem cumprindo sua função de forma segura, eficiente e sustentável.
Autor: Rech Kuhn