Entre os diferentes temas que atravessam o trabalho da Deputada Estadual Daniella Jadão Menezes, a força das mulheres rurais ocupa um lugar de destaque. Em diversas regiões do Maranhão, são elas que mantêm a produção de alimentos, preservam práticas agrícolas tradicionais, organizam associações, fortalecem a economia local e sustentam redes de solidariedade que garantem a sobrevivência de muitas famílias.
A vida no campo exige resistência, conhecimento e trabalho coletivo. Entretanto, sem políticas públicas adequadas, grande parte dessa força produtiva permanece invisível. É justamente nesse ponto que ações voltadas à autonomia das mulheres rurais tornam-se fundamentais para transformar territórios, impulsionar a agricultura familiar e ampliar a renda das comunidades.
Sustentabilidade construída a partir da experiência feminina no campo
Observando a realidade das comunidades rurais, Daniella Jadão Menezes ressalta que as mulheres desempenham um papel essencial na conservação do território e no uso sustentável dos recursos naturais. Elas conhecem o solo, identificam os períodos de plantio, preservam sementes crioulas, cuidam dos quintais produtivos e manejam pequenas criações que complementam a renda familiar.
Quando o poder público investe em programas que valorizam práticas sustentáveis, fortalece diretamente o protagonismo feminino. Políticas de apoio a hortas comunitárias, sistemas agroflorestais, compostagem e reaproveitamento de água criam condições para que as mulheres ampliem sua produção com menor impacto ambiental.
Educação técnica e acesso à tecnologia para ampliar oportunidades
Daniella Jadão Menezes frisa que o acesso à educação profissional e às tecnologias de produção é fator decisivo para aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida das mulheres rurais. Cursos de manejo de solo, irrigação, agroecologia, cooperativismo, empreendedorismo e comercialização tornam o trabalho mais produtivo e abrem portas para novos mercados.
Ademais, a inclusão digital é parte fundamental desse processo. Com internet e capacitação para uso de ferramentas digitais, mulheres podem acessar preços de mercado, vender produtos por aplicativos, participar de cursos on-line e fortalecer suas redes de comercialização. A tecnologia reduz a distância entre campo e cidade e coloca as produtoras em condições mais competitivas.
Cooperativismo, redes de produção e autonomia econômica
Com base nas análises de Daniella Jadão Menezes, cooperativas e associações rurais formadas por mulheres desempenham papel essencial no fortalecimento da economia local. Elas permitem a compra coletiva de insumos, organizam vendas em escala maior, facilitam o acesso ao crédito rural e criam redes de proteção para enfrentar dificuldades climáticas ou financeiras.

Quando as mulheres se organizam coletivamente, ganham mais poder de negociação e mais visibilidade. Os produtos chegam ao consumidor com mais qualidade e preços mais justos, enquanto a renda permanece dentro da comunidade, movimentando o comércio local e fortalecendo serviços essenciais.
Essa organização também favorece a participação política das mulheres. Elas passam a ocupar espaços de decisão, representam suas comunidades em conselhos e ampliam as discussões sobre direitos, infraestrutura, transporte e acesso a políticas sociais.
Saúde, assistência social e políticas integradas no campo
Outro ponto fundamental destacado por Daniella Jadão Menezes é a presença do Estado no território rural. Acesso à saúde, vacinações itinerantes, acompanhamento de gestantes, programas de assistência social e escolas próximas são elementos que influenciam diretamente a permanência das mulheres no campo.
Sem esses serviços, o trabalho rural se torna mais pesado e, muitas vezes, insustentável. A presença de equipes de saúde da família, CRAS itinerantes e escolas estruturadas reduz desigualdades e fortalece vínculos comunitários.
Também é essencial promover ações específicas para combater a violência doméstica em áreas rurais, onde distância e isolamento tornam a busca por ajuda mais difícil. Canais de denúncia acessíveis, campanhas educativas e apoio psicossocial tornam-se fundamentais para proteger mulheres que vivem longe dos centros urbanos.
Um Maranhão que reconhece a força feminina do campo
Daniella Jadão Menezes conclui que fortalecer as mulheres rurais é fortalecer toda a cadeia produtiva do Maranhão. É criar condições para que quem planta, colhe, transforma alimentos e cuida da terra tenha acesso a direitos, renda e reconhecimento.
Cada horta comunitária que prospera, cada cooperativa organizada e cada mulher que amplia sua autonomia financeira representa um passo importante na construção de um campo mais sustentável, produtivo e justo.
Ao investir em formação, tecnologia, infraestrutura e direitos, o Maranhão reafirma que o desenvolvimento rural não pode ignorar o protagonismo feminino. As mulheres do campo são guardiãs da terra, impulsionam a economia e mantêm viva a identidade cultural das comunidades. Reconhecê-las e apoiá-las é construir um futuro mais equilibrado, humano e solidário para todo o estado.
Autor: Rech Kuhn