Viajar de trem-bala é uma das experiências mais marcantes para quem visita o Japão, e o viajante do mundo mas principalmente do Japão e Itália, Alberto Toshio Murakami, destaca que o Shinkansen não é apenas um meio de transporte, mas parte da própria cultura de eficiência do país. Mais do que velocidade, o sistema oferece conforto, segurança e uma organização que impressiona até quem já está acostumado a grandes redes ferroviárias.
Se você quer entender por que o Shinkansen é tão elogiado e como utilizá-lo sem complicações, leia o artigo a seguir.
O que é o Shinkansen e como ele funciona?
O Shinkansen é a rede de trens de alta velocidade do Japão, operando em linhas exclusivas que conectam as principais regiões do país. Diferente de trens convencionais, ele não divide trilhos com cargas ou trens lentos, o que permite manter altas velocidades com extrema estabilidade.

Os trens atingem mais de 300 km/h em alguns trechos, mas o que realmente chama atenção é a precisão. A diferença entre o horário previsto e o real costuma ser medida em segundos, algo essencial para um país que depende fortemente do transporte ferroviário no dia a dia.
Segundo Alberto Toshio Murakami, esse nível de confiabilidade transforma o planejamento de viagem, pois o turista pode marcar passeios, reservas e conexões com alto grau de segurança quanto aos horários.
Tipos de assentos e classes disponíveis
Ao utilizar o Shinkansen, o passageiro pode escolher entre diferentes classes de assento. A mais comum é a classe padrão, que já oferece bastante espaço para pernas, poltronas reclináveis e ambiente silencioso. Em muitos casos, ela é mais confortável do que classes executivas em outros meios de transporte.
Existe também a Green Car, equivalente à primeira classe, com assentos mais largos e serviço ainda mais silencioso, indicada para quem busca um nível extra de conforto em viagens mais longas. Em algumas linhas específicas, há ainda classes premium, com atendimento diferenciado.
Outro ponto importante é a distinção entre assentos reservados e não reservados. Em horários de pico, como feriados e finais de semana, reservar o assento evita filas e garante tranquilidade, especialmente para quem está com malas ou viajando em grupo.
Etiqueta no trem e costumes japoneses
Além da tecnologia, o Shinkansen chama atenção pelo comportamento dos passageiros. O ambiente costuma ser calmo, com pouco barulho e conversas em tom baixo. Atender chamadas telefônicas dentro dos vagões é desencorajado, e muitos preferem usar mensagens de texto ou falar nos corredores entre os carros.
Comer dentro do trem é permitido e bastante comum, especialmente com os famosos ekiben, marmitas típicas vendidas nas estações. No entanto, tudo é feito de forma organizada, sem sujeira ou odores fortes, respeitando o espaço coletivo.
Alberto Toshio Murakami explica que compreender esses costumes ajuda o turista a se sentir mais integrado à cultura local e a evitar situações constrangedoras, além de tornar a viagem mais agradável para todos.
Bagagens e logística para turistas
Uma dúvida frequente de quem viaja pelo Japão é sobre o transporte de malas no Shinkansen. Em geral, malas de tamanho médio podem ser levadas sem problemas e colocadas nos compartimentos superiores ou atrás dos últimos assentos de cada vagão.
No entanto, para malas grandes, algumas linhas exigem reserva de espaço específico, especialmente após mudanças recentes nas regras de bagagem. Outra alternativa bastante usada é o serviço de envio de bagagem, que permite despachar malas de um hotel para outro, viajando apenas com mochila durante os deslocamentos entre cidades.
Esse sistema é eficiente, seguro e relativamente acessível, sendo muito útil para quem quer se deslocar com mais conforto. Segundo o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, essa solução logística é um dos segredos para tornar o roteiro mais leve e prático.
Por que a experiência impressiona tanto?
Embora a velocidade seja um atrativo evidente, o que realmente diferencia o Shinkansen é o conjunto de fatores que envolve a experiência: limpeza impecável, pontualidade rigorosa, sinalização clara e equipes altamente treinadas.
Antes de cada viagem, os vagões passam por uma limpeza rápida e extremamente organizada, conhecida internacionalmente como exemplo de eficiência operacional. Além disso, as estações contam com informações em inglês, painéis digitais e funcionários preparados para auxiliar turistas.
Tudo isso cria uma sensação de previsibilidade e conforto que reduz o estresse típico de grandes deslocamentos. Como considera Alberto Toshio Murakami, essa confiabilidade é um dos motivos pelos quais muitos visitantes se encantam com o sistema ferroviário japonês e passam a enxergar o transporte como parte prazerosa da viagem.
Como aproveitar melhor o Shinkansen no seu roteiro?
Para tirar o máximo proveito da experiência, vale adotar algumas estratégias simples. Planejar os horários com antecedência, escolher vagões com menos movimento quando possível e reservar assentos em períodos de alta demanda são medidas que aumentam bastante o conforto.
Também é interessante chegar à estação com algum tempo de antecedência, não apenas para evitar imprevistos, mas para explorar as lojas e restaurantes, que muitas vezes fazem parte da própria experiência cultural. Em grandes estações, há desde cafeterias até lojas especializadas em doces regionais e lembranças.
Esses pequenos cuidados transformam o deslocamento em um momento agradável do roteiro, e não apenas em uma etapa entre um passeio e outro.
O Shinkansen é um exemplo de como tecnologia e organização podem caminhar juntas para oferecer um serviço de altíssimo nível. Mais do que um trem rápido, ele representa uma filosofia de respeito ao tempo do passageiro e ao espaço coletivo. Alberto Toshio Murakami resume que entender como funciona esse sistema e como utilizá-lo corretamente é essencial para quem deseja explorar o Japão de forma prática, confortável e culturalmente integrada.
Autor: Rech Kuhn